música boa bob nelson – a vida, as bandas, os whites e o que rola no jukebox

Abstração fria

Um dos meus discos preferidos de IDM é Confield, do Autechre. O som da emblemática dupla inglesa sofreu uma guinada ali, dando espaço a quebras rítmicas e desconstruções harmônicas para mim, então, inéditas. O melhor de tudo é que não se tratava um experimentalismo ininteligível, mas de uma direção musical nova.
Tudo isso pra dizer que o mais recente disco da dupla alemã Monolake, Ghosts, talvez seja o mais parecido com Confield que já escutei. Não no sentido de mera cópia, mas no de “entendi o que você quis dizer e quero seguir esse caminho”. Sugere frieza, amplidão, impessoalidade, desorientação. São impressões que me vêm à mente. A música, em forma pura, como trilha para construção de sentidos.

Imagem de allmusic.com.

Indie progressivo

O que faz de A Church that Fits Our Needs, dos norte-americanos Lost in the Trees, um disco interessante é a junção das quebras rítmicas e harmônicas típicas do Radiohead, da sensibilidade do folk e da instrumentação baseada em música clássica.
Fico feliz em conhecer uma nova geração de bandas que resgata uma fatia do espírito do progressivo da transição dos 60 para os 70, como é o caso de Lost in the Trees e também dos ingleses do Field Music – seu CD Plumb, também de 2012, vale a pena.

Imagem de wikipedia.org.

Chemical Brothers, mestres da catarse

Uma das grandes características de um bom show de música eletrônica é o efeito de catarse coletiva percebido na plateia. Agora junte um ícone da e-music dos últimos 20 anos e uma direção sensível o bastante para captar essa histeria e você terá, em DVD, uma verdadeira experiência sensorial.
Isso é o que posso dizer do recém-lançado vídeo dos Chemical Brothers, Don’t Think. Com a ajuda de uma boa tela LCD e um sound system com subwoofer, o cidadão que tiver contato com esse DVD experimentará um dos mais notáveis princípios da música eletrônica: a transcendência.


Imagem de amazon.com.

Yo, Pretty Lights

Play gostosa deles

Yo

Desconstrução nervosa,
ninjas os caras

Ace Ventura

e seus mixes do YouTube.

Galo Véio on Decks @B29

Ouvindo várias coisas.

Parei com esta

Tá no mix do Ace Ventura, ninja

Prog Trance na Véia!!!

Hummmmmmmmmmmmmmmm

Tempo que não posto por aqui, correria demais demais demais, mas muito muito muito na paz, demais. 2012 todo nosso.

Day.Din, xxx

Bahia, Sampa, nng, Bahia ó Bahia, Floripa, Bali Bali, Bora Bora, S10, MNN.

Confiança,
mmmr,
xxx,
dk,
pdr.

xxx,
uxxx,
Grande Presença

Dream pop sintetizado

Já falei do trio School of Seven Bells aqui antes. Agora como duo, eles estão de volta com Ghostory, terceiro álbum de estúdio.
Soando como um mix de Cocteau Twins e Depeche Mode, Ghostory mantém o nível de qualidade dos discos anteriores.

Imagem de wikipedia.org.

Ecco!

Álbum de estreia do Porcelain Raft, projeto do italiano Mauro Remiddi, Strange Weekend explora bem as possibilidades do dream pop. Soando ora como Flaming Lips, ora como Echo & the Bunnymen com mais eco (!) e uma drum machine, o disco traz composições simples e modernas.
Vale notar que Porcelain Raft vem abrindo shows para os franceses do M83 na Europa.

Imagem de allmusic.com.

Lição de economia

Uma das minhas grandes alegrias deste mês foi a seção promocional de CDs da Fnac (loja física). Trouxe pra casa Laurent Garnier, Carl Craig, Mark Farina e Derrick Carter por menos de R$ 7.

Comparativo com lojas normais:
______________________

Mark Farina & Derrick Carter – Live at Om

Saraiva: R$ 111,80
Siciliano: R$ 108,45
CD Point: R$ 62,48
Amazon: R$ 27,29
Quanto paguei: R$ 5,90
______________________

Laurent Garnier & Carl Craig – The Kings of Techno

Amazon: R$ 28,18
CD Point: R$ 25,19
Quanto paguei: R$ 1,00

Imagens de allmusic.com.